quinta-feira, 3 de junho de 2010

Maria Farrapo...


Texto de Claudia Baibich

"ESCLARECENDO A MARAVILHOSA E POUCO COMPREENDIDA MARIA FARRAPO"

As Farrapos trabalham junto com as Mulambos e fazem parte da mesma hierarquia, ou seja: falange Maria Mulambo.
É comum vermos Maria Farrapo apresentando-se à incorporação nos pontos de Maria Mulambo.

Isso ocorre com frequência e pelos seguintes motivos:
- Pertencem a mesma falange
- poucos Terreiros cantam pontos de Maria Farrapo
- Maria Farrapo trabalha mais no Astral que incorporada
- Muitas vezes, incorpora apenas para descarregar o médium
Uma característica marcante das Farrapos é a ironia e a irreverência. Diretas e objetivas, costumam ir direto ao "ponto", o que pode surpreender médiuns e consulentes.

Ao contrário do que alguns imaginam, são Pombas Giras sérias, competentes, determinadas e fiéis.
São as Guardiãs da falange Maria Mulambo responsáveis pelas cobranças cármicas e retorno de demandas, excelentes e precisas em suas execuções.

A compreensão do médium é muito importante para a manifestação da entidade.
É preciso entender que a energia de Maria Farrapo é intensa e que ela trabalha situações que envolvem a necessidade de uma roupagem fluídica tipo "Flagelos de Deus".
Promovem encontros cármicos, estimulam circunstâncias de "provas", favorecen todos os "ajustes" necessários ao aprendizado e crescimento.

Quando uma Mulambo recebe um pedido, sempre terá uma Farrapo trabalhando junto.

Esse turbilhão energético dificulta o entendimento do médium de quem seja, ou como seja a apresentação de uma Maria Farrapo. Daí muitos médiuns comportarem-se como se a entidade estivesse bêbada, ríspida ou desajeitada.

Não é nada fácil trabalhar com uma Farrapo, mas com certeza é uma missão que exige um grande autoconhecimento por parte do médium e um treino afinado de sintonia com sua Guardiã.
Conhecê-la é fundamental, saber como a entidade conduz as situações, seu temperamento, modo de agir e pensar.
Após o conhecimento e sintonia, é muito gratificante ser médium de uma Maria Farrapo. Uma amiga fiel e para todas as horas.

Elas trabalham em todos os campos de atuação de Mulambos: Encruzilhada, Estrada, Cemitério entre outros.

Se pertencem a mesma falange, não deveriam usar o mesmo nome?

Como citei acima,

"AS FARRAPOS SÃO O FLAGELO DA FALANGE MARIA MULAMBO, AS EXECUTORAS DAS COBRANÇAS"

FONTE: http://pombagiras.blogspot.com/

Claudia Baibich
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Gente, por isso cada vez mais eu amo a minha falange!!
UM GRANDE AXÉ, Fabi da Mulambo

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ERVAS DE XANGÔ


Alevante – Levante: Usada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza de filhos de santo. Não possui uso na medicina popular.

Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para emagrecer.

Angelicó

Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando os sexo masculino. A medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não a devem usar.

Aperta-ruão: Os babalorixás a utilizam nas obrigações de cabeça; no caso dos filhos do trovão é usada a nega-mina. Tem grande prestígio na medicina popular como adstringente. As senhoras a empregam em banhos semicúpios, de assento, e em lavagens vaginais para dar fim à leucorréia.

Azedinha – Trevo-azedo – Três-corações: É popularmente conhecida como três corações, sem função ritualística. É empregada na medicina popular como combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.

Caferana-Alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatente de febres palustres ou intermitentes; poderoso vermífugo e energético tônico.

Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.

Eritrina – Mulungu: Tem plena aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos de Xangô. Na medicina caseira é aplicada como ótimo pacificador do sistema nervoso e, também, contra a bronquite.

Erva-das-lavadeiras – melão-de-São-Caetano: Não possui utilização nas obrigações do ritual. O uso popular o indica como sendo de grande eficácia no combate ao reumatismo. É vigoroso antifebril, debela ainda, doenças das senhoras, em banhos de assento.

Erva-de-São-João: Utilizada nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego. A medicina caseira, indica-a como tônico para combater as disenterias. Aplicam-se no tratamento do reumatismo. Usa-se o chá em banhos.

Erva-grossa – Fumo-bravo: Empregada nas obrigações de cabeça, particularmente nos ebori e como axé do orixá. A medicina caseira indica as raízes em cozimento, como antifebril, as mesmas em cataplasmas debelam tumores. As folhas agem como tônico combatendo o catarro dos brônquios e pulmões.

Mimo-de-vênus – Amor-agarradinho: Aplica-se folhas, ramos e flores, em banhos de purificação dos filhos de Oyá. Muito usada na magia amorosa, circundando um prato e metade para dentro do prato e metade para fora; regue a erva com mel de abelhas e arrie em uma moita de bambu. Não possui uso na medicina caseira.

Morangueiro: Aplicação restrita, já que se torna difícil encontrá-la em qualquer lugar. O povo a indica como remédio diurético, pondo fim aos males dos rins. É usada para curar disenterias e também recuperar pessoas que carecem de vitamina C no organismo.

Mulungu: Empregada em obrigações de cabeça, em banhos de descarrego e nos abô. O povo indica como pacificador dos nervos, propiciando sono tranqüilo. Tem ação eficaz no tratamento do fígado, das hepatites e obstruções. Usa-se o chá.

Musgo-da-pedreira: Tem aplicação nos banhos de descarrego e nas defumações pessoais, que são feitas após o banho. A defumação se destina a aproximar o paciente do bem.

Nega-mina: Inteiramente aplicada nas obrigações de ori, e nos banhos de descarrego ou limpeza e nos abô. O povo a aplica como debeladora dos males do fígado, das cólicas hepáticas e das nevralgias.

Noz-moscada: Seu uso ritualístico se limita a utilização do pó que, espalhado ao ambiente, exerce atividade para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Este pó, usado nos braços e mãos ao sair à rua, atrai fluidos benéficos. Não possui uso na medicina popular.

Panacéia – Azougue-de-pobre: Entra nas obrigações de ori e nos banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, e ainda debelar o reumatismo, em banhos.

Pau-de-colher – Leiteira: Usada em banhos de purificação de mistura com outras espécies dos mesmos orixás. A medicina caseira a recusa por tóxica, porém pode perfeitamente ser usada externamente em banhos.

Pau-pereira: Não é aplicada nas obrigações de ori, mas é usada em banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aplica nas perturbações do estômago e põe fim a falta de apetite. É fortificante e combate febres interminentes, e ainda tem fama de afrodisíaco.

Pessegueiro: É utilizado flores e folhas, em quaisquer obrigações de ori. Pois esta propicia melhores condições mediúnicas, destruindo fluidos negativos e Eguns. O povo a indica em cozimento para debelar males do estômago e banhar os olhos, no caso de conjuntivite.

Pixirica – Tapixirica: Aplica-se somente o uso das folhas, de forma benéfica. O povo a indica nas palpitações do coração, na melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

Romã: Usada em banhos de limpeza dos filhos do orixá dos ventos. O povo emprega as cascas dos frutos no combate a vermes intestinais e o mesmo cozimento em gargarejos para debelar inflamações da garganta e da boca.

Sensitiva – Dormideira: Somente é utilizada em banhos de descarrego. O povo diz possui extraordinários efeitos nas inflamações da boca e garganta. Utiliza-se o cozimento de toda a planta para gargarejos e bochechos.

Taioba: Sem aplicação nas obrigações de cabeça. Porém muito utilizada na cozinha sagrada de Xangô. Dela prepara-se um esparregado de erê (muito conhecido como caruru) esse alimento leva qualidades de verduras mas sempre tem a complementá-lo a taioba. O povo utiliza suas folhas em cozimento como emoliente; a raiz é poderoso mata-bicheiras dos animais e, além de matá-las, destrói as carnes podres, promovendo a cicatrização.

Taquaruçu – Bambu-amarelo – Bambu-dourado: Os galhos finos, com folhas, servem para realizar sacudimentos pessoais ou domiciliares. É empregado ainda para enfeitar o local onde se tem Egun assentado. Não possui uso na medicina popular.

Tiririca : Sem aplicação ritualística, a não ser as batatas aromáticas, essas batatinhas que o povo apelidou de dandá-da-costa, levadas ao calor do fogo e depois reduzidas a pó que, misturado com outros, ou mesmo sozinho, funciona como pó de dança. Para desocupação de casas. Colocados em baixo da língua, afasta eguns e desodoriza o hálito. Não possui uso na medicina popular.

Umbaúba: Somente é usada nos ebori a espécie prateada. As outras espécies são usadas nos sacudimentos domiciliares ou de trabalho. O povo a prestigia como excelente diurético. É aconselhado não usar constantemente esta erva, pois o uso constante acelera as contrações do coração.

Urucu: Desta planta somente são utilizadas as sementes, que socadas e misturadas com um pouquinho de água e pó de pemba branca, resulta numa pasta que se utiliza para pintar a Yawô. O povo indica as sementes verdes para os males do coração e para debelar hemorragias.

Amado Irmão, lembre-se que seu Pai ou Mãe no Santo, que devem confirmar estas ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem termos conhecimento..

Fonte: Povo de aruanda

terça-feira, 29 de setembro de 2009

XANGÔ!


Divindade do culto afro-brasileiro, um dos orixás mais destacados do candomblé.
Orixá masculino das tempestades, dos trovões, dos raios e da justiça. Segundo a tradição oral, teria sido o quarto rei de Oyó, capital do antigo império ioruba. Filho de Iemanjá, foi casado com Iansã, com Oxum e com Obá. É representado com um rei poderoso que distribui justiça, com um machado de duas lâminas nas mãos. Características: força, retidão, orgulho, autoritarismo, sensualidade e, quando contrariado, violência.
Sincretismo: no sincretismo afro-católico, aparece como São Jerônimo, possivelmente devido ao leão que acompanha a imagem do santo, animal simbólico da realeza entre os iorubas. Também aparece como Santa Bárbara, protetora contra as tempestades, e como São Jorge, devido à espada que acompanha a imagem do santo, que é identificada à insígnia do orixá, o oxé, machadinha de lâmina dupla. São Pedro e São Miguel.
Cores: vermelho e branco no candomblé e marrom na umbanda.
Oferendas: sua comida-de-santo é galo, bode, cágado, carneiro e caruru de quiabos (amalá).
Locais: pedreiras ou pedra em beira de cachoeira.
Saudação: Kabiencille Xangô
Simbolismo: oché - machado de 2 lados.
Dia da semana: quarta-feira e para outros terça-feira, sendo a festa anual celebrada a 24 de junho ou 30 de setembro.


Em Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Paraíba, o termo "xangô" é utilizado genericamente pelos leigos para designar o próprio culto afro-brasileiro.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

FabianexMaria Mulambo


Boa tarde!
Sempre coloco aqui textos diversos que busco na internet, porque estou sempre à procura de conhecimento para mim e para todos aqueles que se interessam pela nossa linda religião da Matriz Africana...Acredito que estimulando a mente, assim estamos estimulando o espírito também!
Hoje não vou copiar ou buscar texto de nenhum site, vou tentar passar à vocês só um pouquinho da minha percepção da minha linda( sim, eu amo ela) Maria Mulambo da Lomba, ou da Porta do Cemitério...
Ela é linda, é faceira, é brincalhona, é jovem!
Maria Mulambo está aqui e em qualquer lugar, na hora em que dela precisarem...
Ela adora dançar, ela adora que vejam ela dançar!
Adora beber, fumar, adora uma conversa também!
Mas não pensem que Maria Mulambo é só flores!Não brinque com Maria Mulambo, pois ela sabe a hora de falar sério também!
O amor da sua vida é o Exu Veludo, claro, pomba gira é mulher de 7 maridos, mas Veludo é especial.
Veludo verdadeiro só existiu um em toda sua existência, mas ela vive a cata da algum que possa dançar com ela pelas curimbas da vida...
Se a sua fé for verdadeira, pode acreditar: Maria Mulambo promete e cumpre.
Agora, não prometa o que não pode cumprir, e se o que ela pedir você desdenhar ou achar pouco, está perdido, pois aí é que não ganha mesmo...
Maria Mulambo é mulambo só no nome, claro que nada foi em vão, passou por muitas provações na outra vida, por isso o nome que tem.
Mas o que ela gosta de é luxo mesmo, de preferência vestidos roxos, lindos, brilhantes.Até que gosta um pouco de vermelho se este vier junto do preto.
É fácil agradar esta mulher, se der um sorriso então....

Alupo, Maria Mulambo!

sábado, 5 de setembro de 2009

São Cosme e São Damião


São Cosme e Damião, os santos gêmeos, nasceram na Arábia, no século III, filhos de uma família nobre. Estudaram medicina na Síria e depois foram praticá-la em Egéia. Circunstancialmente entraram em contato com o Cristianismo, tornando-se fervorosos seguidores do cristianismo.

Confiando sempre no poder da oração e na confiança da providência divina usaram sua arte médica para curar os necessitados. Não cobravam por seus serviços médicos, e por esse motivo eram chamados de "anárgiros", ou seja, aqueles que "não são comprados por dinheiro". O seu objetivo principal era a conversão dos pagãos à fé cristã, o que bem faziam através da prática da medicina. Desta forma, conseguiram plantar em terra fértil a semente cristã em muitos corações, sendo numerosas as conversões.

Cosme e Damião viveram alguns anos como médicos e missionários na Ásia Menor. As atividades cristãs dos médicos gêmeos chamaram a atenção das autoridades locais da época, justamente quando o Imperador romano, Diocleciano, autoriza a perseguição aos cristãos, por volta do ano 300. Por pregarem o cristianismo em detrimento dos deuses pagãos, foram presos e levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, São Cosme e São Damião responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder". Recusando-se adorar os deuses pagãos, apesar das ameaças de serem torturados, disseram ao governador que os seus deuses pagãos não tinham poder algum sobre eles, e que eles só adorariam o Deus Único, Criador do Céu e da Terra“!

Por não renunciarem aos princípios religiosos cristãos sofreram terríveis torturas; porém, elas foram inúteis contra os santos gêmeos, e, em 303, o Imperador decretou que fossem decapitados. Cosme e Damião foram martirizados no ano de 303, na Egéia. Seus restos mortais foram transportados para a cidade de Cira, na Síria, e depositados numa igreja a eles consagrada. No século VI uma parte das relíquias foi levada para Roma e depositada na igreja que adotou o nome dos santos. Outra parte dela foi guardada no altar-mor da igreja de São Miguel, em Munique, na Baviera. Os santos gêmeos são cultuados em toda a Europa, especialmente Itália, França, Espanha e Portugal. Em 1530, na cidade de Igaraçu, em Pernambuco, foi construída uma igreja em sua homenagem.

São Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças.

Como acontece com tantos outros santos, a vida dos santos gêmeos está mergulhada em lendas misturadas à história real. Segundo algumas fontes eles eram árabes e viveram na Silícia, às margens do Mediterrâneo, por volta do ano 283. Praticavam a medicina e curavam pessoas e animais, sem nunca cobrar nada.

O culto aos dois irmãos é muito antigo, havendo registros sobre eles desde o século 5, que relatam a existência, em certas igrejas, de um óleo santo, que lhes levava o nome, que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.

Aqui no Brasil, a devoção trazida pelos portugueses misturou-se com o culto aos orixás-meninos (Ibjis ou Erês) da tradição africana yoruba. São Cosme e São Damião, os santos mabaças ou gêmeos, são tão populares quanto Santo Antônio e São João. São amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, no dia 27. No dia 27 as crianças saem às ruas para pedir doces e esmolas em nome dos santos e, as famílias aproveitam para fazer um grande almoço, servindo a comida típica da data: o chamado caruru dos meninos.

Segundo a lenda africana, os orixás-crianças são filhos de Iemanjá, a rainha das águas e de Oxalá, o pai de toda a criação. Outras tradições atribuem a paternidade dos mabaças (gêmeos) a Xangô, tanto que a comida servida aos Ibejís ou Erês, chamados também carinhosamente de “crianças” é a mesma que é oferecida a Xangô, o senhor dos raios, o caruru. Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às representações de São Cosme e São Damião é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete (7) anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade. Junto com o caruru são servidas também as comidas de cada orixá, e enquanto as crianças se deliciam com a iguaria sagrada, à sua volta, os adultos cantam cânticos sagrados (oríns) aos orixás.



Oração a São Cosme e Damião

Ó Deus menino, que crescestes em sabedoria e graça com Maria e José. Pela intercessão de São Cosme e São Damião, abençoa os meus filhos, irmãos, parentes e vizinhos. (lembre o nome da criança que está precisando de orações)

Que o sangue destes Mártires, servos da Santíssima Trindade lave os meus pecados e purifique todo o meu ser.

Ajudai-me a crescer em solidariedade, compaixão e misericórdia para com o meu próximo mais próximo, a exemplo de São Cosme e Damião, Missionários e defensores da vida em plenitude.

Por Cristo Senhor Nosso.

Amém.

fonte: http://www.uniafro.com.br

domingo, 30 de agosto de 2009

Pomba Gira-Rainha do Cruzeiro


Há quem confunda a Rainha do Cruzeiro com a Rainha das Sete encruzilhadas, mais saibam que são duas entidades de muito respeito, mas bem distintas... A rainha do Cruzeiro governa com o Exu do Cruzeiro das Almas , todos os cruzeiros centrais do campo santo, onde são enviados todas aquelas entidades que querem fazer parte do reino dos exus e esperam a suas distintas colocações e seleção. Para fazer parte deste povo maravilhoso, não basta querer, tem que merecer e ser capaz de assumir e cumprir todas as missões especificadas pelo astral médio e superior. A Pomba-Gira do Cruzeiro trabalha para a Rainha das sete encruzilhadas, elas pertencem a mesma falange, mais suas funções se diferenciam no mundo astral.
A Rainha do Cruzeiro é uma pomba-gira muito exigente e muito fria no seu modo de agir, pois esta mais acostumada a lidar com espíritos mais perversos. Por isto quando chega no mundo, vem para brindar, e dançar... não gosta de muitas brincadeiras, faz a sua gira e já procura um lugar para sentar! Quando simpatiza com alguém esta pessoa já tem sua proteção de graça, mais quando não gosta, faz questão de ignorar, mostrando que dela nada irão ter. Adora usar poucas roupas e insinuantes, mais quase sempre esta enrolada em uma capa de veludo preto e bordo. Tem verdadeiro facínio por perfumes e rosas vermelhas e brancas. Suas oferendas não podem faltar cigarrilhas e champanhes doces e caras.
Conta a lenda que o Senhor das Encruzilhadas, quando chegou no mundo astral, pegou a gira do cruzeiro como companheira e ela lhe mostrou todo o astral inferior, e nestas andanças ao limbo ele encontra sua antiga mulher que era sua rainha na vida terrena a qual nunca esqueceu e então passou a cuida-la. Quando o exu Mor nomeou o Senhor das Encruzilhadas em Rei das Sete Encruzilhadas... ele ordenou que a Gira do cruzeiro tomasse conta do astral inferior lhe dando o título de Rainha do Cruzeiro... e foi viver com sua antiga mulher no médio astral... onde a titulou como Rainha das Sete encruzilhadas, dando a ela todos os poderes que a ele foi dado pelo o Exu Mor.
A Rainha do Cruzeiro se sentido abandonada pelo Exu Rei, resolveu formar seu próprio reinado e nomeou o Exu do Cruzeiro das almas como seu fiel escudeiro e namorado.
Os dois juntos governam os reinos dos cruzeiros das almas, mais também recebem suas oferendas em encruzilhadas. É falso quando dizem que as duas rainhas é uma só ou que ambas se odeiam... São rainhas de reinos distintos que quando na terra muito se respeitam.

A Rainha do cruzeiro gosta de trabalhar para a sedução pois é uma pomba-gira muito sedutora, costuma se apresentar com cabelos loiros quase brancos, seus trajes são curtos e negros, trabalha para a guerra e amarração de casais que se amam, mais nunca peça a ela para separar um casal, pois ela se aborrecerá profundamente com quem for lhe pedir este intento! Sarava a Rainha do Cruzeiro!

“Mais que linda mulher exu lá no cruzeiro!... Ela é a rainha Exu lá no Cruzeiro...”

fonte:http://catiamcatita.blogspot.com/2008/01/rainha-do-cruzeiro-h-quem-confunda.html

sábado, 29 de agosto de 2009

QUEM É POMBA-GIRA?


Entre os Bantu, ao menos na época das Grandes navegações portuguesas, as mulheres podiam alcançar posições sociais semelhantes às dos homens. Podiam se tornar rainhas ou xamãs/sacerdotisas/feiticeiras. Não é incomum ainda hoje uma mulher poderosa ter vários maridos. Alguns, são, simplesmente, escravos dela. Na Quimbanda original, em terras africanas, a Pombagira ou Exu-mulher, é um espírito que ocupou destas posições de destaque. Por tudo isso, na tradição afro, a Pombagira é a mulher dos sete maridos.

Transportada para o Brasil, a Pombagira é uma entidade perigosa e temida na Quimbanda. É Exu feminino. Como se vê, não se trata, absolutamente, de uma ave bêbada... O termo "pombagira" é uma corruptela de Bongbogira, nome de Exu na língua ritual dos candomblés de Angola, nação Bantu [PRANDI,1996]. A Pombagira é, portanto, um espírito de mulher. Há várias delas; as mais conhecidas são Maria Padilha e Maria Molambo. No sincretismo afro-brasileiro, desprezando ou ignorando o feminismo bantu, todas têm uma precursora em comum: uma prostituta ou cortesã, uma sedutora de baixos princípios morais, amante do sexo, do luxo, dinheiro e todo tipo de prazer material.

Por essas características a Pombagira é invocada para principalmente para solucionar problemas amorosos/sexuais por aqueles que não têm pudores éticos ou têm... baixa auto-estima. São pessoas que apelam para os conhecidos "trabalhos de amarração" cuja expressão popular pode ser vista em panfletos afixados nos postes e classificados de jornal de todas as cidades brasileiras com dizeres do tipo: "Trago seu amor em sete dias"... Como ocultista, esta articulista não recomenda tais procedimentos...

A pombagira usa trajes escandalosos, preferindo as combinações de vermelho e preto. Pode se apresentar como uma prostituta vulgar ou requintada. É perigosa porque é traiçoeira, prestando-se a servir a qualquer consulente, ainda que sejam adversários. As Pombas-giras não cultivam lealdade a ninguém, obedecem unicamente às suas próprias simpatias e interesses. Dizem que é amante dos demônios e mora nas encruzilhadas em forma de "T".

Todas são ditas "bonitas", o que não impede que quem as incorpore seja uma mondrongo [feia, baranga etc.]. A pombagira Maria Padilha é branca e, dela, conta-se que foi uma cortesã de fino trato. Especula-se que tenha sido uma das amantes de Pedro I [1334-1369 - PRANDI, 1996]. Maria Molambo, ao contrário, veste trapos porque passou muita miséria. O pesquisador Reginaldo Prandi conta sua história:

Maria Molambo, chamada Rosa Maria na pipor Ligia Cabúsa batismal, era a noiva prometida a um influente herdeiro patriarcal. Apaixonada por outro homem, fugiu com ele de Alagoas para Pernambuco. O casal foi perseguido pela família ultrajada. Encontrados três anos e meio depois, sofreram o golpe da vingança. O jovem foi morto e Maria, devolvida ao pai, foi expulsa de casa. Como tinha uma filha, Rosa Maria foi trabalhar como doméstica na casa de parentes. Mas a filha morreu e, lançada à própria sorte nas ruas, prostituía-se para sobreviver. Estava já tuberculosa e abandonada quando, falecidos os pais, descobriu-se herdeira de grande fortuna. Rica, dedicou-se à caridade até a morte. Desencarnada, no Além, conheceu Maria Padilha e entrou para a Falange das Pombas-gira. - PRANDI, Reginaldo. Pombagira e as Faces Inconfessas do Brasil. In Herdeiras do Axé − cap. IV

Uma pombagira pode aceitar cachaça como oferenda porém, em geral, são espíritos que solicitam artigos de luxo: champanhe, vinhos, gim, cigarros e cigarrilhas, nada de fumo cru ou charutos, a não ser que sejam cubanos... rosas vermelhas abertas, nunca em botão, em número impar, mel, espelhos, jóias, perfumes.

Dentro de sua especialidade, os casos amorosos, a pombagira realiza diferentes trabalhos; além do encantamento da pessoa cobiçada, ela também pode afastar uma esposa, rival ou inimigo de qualquer natureza